Como Criar um Histograma no Excel para Visualizar a Distribuição dos Dados

Resposta rápida: selecione a coluna de números e vá em Inserir → Gráficos → Inserir Gráfico Estatístico → Histograma (Excel 2016 ou mais recente) para criar o gráfico automaticamente, ajustando depois a largura das faixas em Formatar Eixo. Para uma tabela de frequências detalhada, use Dados → Análise de Dados → Histograma.

Você tem uma lista de números — notas de prova, tempos de atendimento, idades de clientes — e quer entender como esses valores estão distribuídos: será que a maioria está concentrada perto da média, ou existem dois grupos bem distintos, ou valores muito espalhados? Olhar a lista crua não responde essa pergunta.

Sem visualizar a distribuição, decisões importantes ficam baseadas só na média ou na mediana, que escondem detalhes — duas turmas podem ter a mesma média de notas com distribuições completamente diferentes, uma concentrada no meio e outra dividida em dois grupos, e isso muda totalmente o plano de ação.

Neste artigo iremos mostrar como criar um histograma no Excel usando o gráfico estatístico nativo e também a Ferramenta de Análise de Dados, além de como ajustar a largura das faixas para deixar o gráfico mais legível.

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Os dados do exemplo

Vamos usar as notas de 20 alunos em uma prova:

Nota da prova
62
71
55
83
90
68
74
59
77
95
48
81
66
73
88
52
79
64
91
70

Dois jeitos de criar um histograma

Método Como acessar Melhor para
Gráfico Histograma nativo Inserir → Gráficos Estatísticos → Histograma Visualização rápida, ajuste visual das faixas
Ferramenta de Análise de Dados (Histograma) Dados → Análise de Dados → Histograma Tabela de frequência exata + gráfico, faixas definidas por você

Método 1: gráfico Histograma nativo

Selecione a coluna inteira de notas (incluindo o cabeçalho) e vá em Inserir → Gráficos → Inserir Gráfico Estatístico (ícone de colunas com um pequeno rótulo “Estatístico”) → Histograma. O Excel gera automaticamente um gráfico de colunas coladas, agrupando os valores em faixas calculadas por padrão.

Para ajustar as faixas, clique com o botão direito no eixo horizontal do gráfico e escolha Formatar Eixo. No painel Opções de Eixo, você encontra quatro formas de controlar o agrupamento: Largura do Compartimento (define o tamanho de cada faixa, por exemplo 10 pontos), Número de Compartimentos (define quantas faixas o Excel deve criar), Compartimento de Estouro (agrupa tudo acima de um valor em uma única faixa final) e Compartimento de Subfluxo (agrupa tudo abaixo de um valor em uma única faixa inicial). Ajustando a Largura do Compartimento para 10, por exemplo, o gráfico passa a mostrar faixas como 40–50, 50–60, 60–70 e assim por diante, facilitando a leitura.

Método 2: Ferramenta de Análise de Dados (Histograma)

Se o suplemento ainda não estiver ativo, vá em Arquivo → Opções → Suplementos → Gerenciar: Suplementos do Excel → Ir → marque “Ferramentas de Análise” → OK. Depois, em Dados → Análise de Dados → Histograma → OK, preencha o Intervalo de entrada com a coluna de notas e, opcionalmente, o Intervalo de bloco (bin range) com uma coluna auxiliar contendo os limites superiores de cada faixa que você quer usar (por exemplo 50, 60, 70, 80, 90, 100). Se deixar o Intervalo de bloco em branco, o Excel calcula faixas uniformes automaticamente.

Marque a opção Saída do gráfico para gerar o gráfico junto com a tabela, escolha onde colocar o resultado e clique em OK. O Excel devolve uma tabela com duas colunas — Bloco (o limite superior de cada faixa) e Frequência (quantos valores caem naquela faixa) — junto com o gráfico de colunas correspondente. Essa tabela numérica é a principal vantagem desse método sobre o gráfico nativo: você tem os números exatos de cada faixa para citar em um relatório, não só a representação visual.

Interpretando o formato da distribuição

Com o histograma pronto, observe o formato geral das barras. Uma distribuição em formato de sino, concentrada no centro e afinando nas pontas, indica dados relativamente equilibrados em torno da média — é o caso mais comum em notas de prova bem calibradas. Duas “colinas” separadas (distribuição bimodal) sugerem dois grupos distintos misturados na mesma lista, como turmas de níveis diferentes ou produtos com dois perfis de cliente. Barras concentradas em um lado, afinando gradualmente para o outro, indicam uma distribuição assimétrica (enviesada), comum em dados de renda ou tempo de atendimento, onde a maioria dos valores é baixa mas alguns valores muito altos puxam a média para cima.

Disponibilidade

O gráfico Histograma nativo está disponível a partir do Excel 2016, incluindo Microsoft 365 e Excel para Mac. A Ferramenta de Análise de Dados (Analysis ToolPak) funciona nas versões desktop para Windows e Mac, mas não está disponível no Excel Online. No Google Planilhas, o equivalente é o gráfico do tipo “Histograma” dentro do editor de gráficos, com opção de ajustar a largura dos intervalos de forma parecida.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre histograma e gráfico de colunas comum?

O gráfico de colunas comum compara categorias distintas e independentes (vendas por região, por exemplo). O histograma agrupa valores numéricos contínuos em faixas (bins) e mostra quantos itens caem em cada faixa — as colunas ficam coladas umas nas outras porque representam uma escala numérica contínua, não categorias separadas.

Como escolher o número ideal de faixas (bins) do histograma?

Não existe uma regra única, mas uma referência prática é usar a raiz quadrada do número de observações como ponto de partida — para 20 notas, por exemplo, seriam aproximadamente 4 a 5 faixas. Poucas faixas escondem detalhes da distribuição, faixas demais deixam o gráfico poluído e cheio de barras baixas. Vale ajustar visualmente até o gráfico ficar legível.

É possível criar um histograma sem o suplemento Análise de Dados?

Sim, o gráfico Histograma nativo (disponível desde o Excel 2016) não depende do suplemento — basta selecionar a coluna de números e ir em Inserir → Gráficos Estatísticos → Histograma. O suplemento só é necessário se você quiser a tabela numérica de frequências junto com o gráfico, em vez de apenas o gráfico.

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Você já reparou em uma distribuição bimodal escondida numa média que parecia normal? Prefere o gráfico nativo ou a tabela de frequências da Ferramenta de Análise de Dados? Conta para nós nos comentários!

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